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FOGO LENTO

O projeto TUM-shhh cruza metodologias científicas com a prática artística, transformando a investigação num percurso de criação e aprendizagem. Esse cruzamento gera dois momentos principais de partilha: 

 

- uma leitura ao vivo com vídeo dirigida a jovens do ensino secundário, com  intuito de lhes possibilitar ter uma voz na reflexão sobre a nossa relação com a floresta; 

 

- e uma performance híbrida onde a dança, a voz e o vídeo se entrelaçam, de forma a fazer vibrar o subconsciente com a experiência racional e sensorialmente concebida ao longo da pesquisa.

Pesquisa e metodologia

Ao longo de um ano, Costanza Givone percorre paisagens europeias marcadas por processos de destruição e transformação ambiental. Caminha pela Mata de Leiria e por territórios florestais ardidos em Portugal, atravessa as florestas fantasma da Islândia, os bosques habitados por javalis em Itália e as áridas colinas da Sikinos, na Grécia, onde as árvores não ultrapassam os cinquenta centímetros de altura.

Através de filmagens com dispositivos portáteis e guiada pelo desejo de habitar estas paisagens em transformação, não apenas como espaços físicos, mas também como territórios íntimos, surge a questão que permeia todo o processo:

 

Quem sou eu perante uma floresta em desaparecimento?

Figura desconhecida, Pedroso e Seixelo,
Vila Nova de Gaia.

A floresta é vista como lugar do subconsciente, do mito e da transformação. Nela procura não apenas o que se vê, mas o que se revela lentamente.

Num diário, transcreve e recolhe os vestígios destas travessias: fragmentos, impressões, sinais subtis das florestas que percorre e que, de algum modo, também a atravessam. Cada registo é uma tentativa de aproximação, uma escuta atenta das histórias silenciosas inscritas na paisagem.

A caminhada não é apenas um diálogo íntimo com o lugar, mas também um percurso de aprendizagem, desenvolvido com a preciosa consultoria da Associação Verde.

 

Mais tarde, o dramaturgo Alex Cassal e o realizador João Vladimiro juntam-se ao processo para co-criar uma obra que reúne as experiências recolhidas: um breve filme acompanhado por um texto lido ao vivo.

O trabalho será partilhado com dezenas de jovens do ensino secundário.

Como ecoará neles a nossa pergunta?

Quem somos nós perante uma floresta em desaparecimento?

Autor desconhecido, Islândia 1916, fantasmas de árvores onde agora surge um geyser

TUM-shhh | Performance

Público alvo: adultos e jovens maiores de 15 anos

Um corpo dançante, talvez seja um humano por vir, uma presença em metamorfose.

O som emerge como pulsação e linguagem híbrida: uma bateria eletrónica capaz de gritar e vibrar. A voz e a respiração tornam-se parte de uma paisagem sonora onde não há protagonistas.

E, claro, o vídeo: testemunho das nossas viagens exteriores e talvez também do nosso mundo interior, um arquivo sensível que revela paisagens atravessadas, mas também estados do ser. 

A alternância entre escuridão e rasgos de luz constrói uma experiência onde a proximidade do público e a densidade da sombra instauram um espaço metamórfico, semelhante à floresta na passagem do dia para a noite.

Neste espaço de possibilidades que é o teatro, abrimos a nossa pergunta:

Quem somos nós perante uma floresta

em desaparecimento?

Estreia da performance: Setembro 2027 a definir 

Apresentação do filme com leitura: Janeiro 2027 no CAMPO 

Digressão no Agrupamento de Escolas dos Carvalhos: Fevereiro - Maio 2027

Ficha Artística:

Criação e interpretação: Costanza Givone

Criação e interpretação musical, co-criação vìdeo: João Vladimiro

Figurino: Svenja Tiger

Apoio dramatúrgico e escrita: Alex Cassal

Apoio no movimento: Raul Maia

Apoio vocal: Clélia Colonna

Luz: Rui Azevedo

Consultoria científica: Associação Verde

Produção executiva: Margarida Fragueiro

 

Produção: Fogo Lento

 

Residências: ArtsIceland, Fogo Lento/CAMPO, Piccolo teatro della Rosa (Itália), A cicládica (Grécia), Teatro da Palmilha Dentada 

 

parcerias: PNA, Agrupamento de Escolas dos Carvalhos 

 

O projeto surge após o período de pesquisa “O Tempo das Árvores” que incluiu uma residência de um mês na Islândia e um período de trabalho na mata de Leiria.

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