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FOGO LENTO

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Debaixo dos meus pés: a escola como terreno fértil

uma reflexão sobre imaginação, experiência sensorial e criatividade na escola pública

RESUMO 

Este artigo apresenta uma reflexão sobre Debaixo dos meus pés, uma oficina desenvolvida no âmbito do projeto Congerminar, da Fogo Lento – Associação Cultural, financiado pela DGArtes (2023).

Partindo da convicção de que a arte é uma ferramenta fundamental para a regeneração dos ecossistemas humanos e ambientais, o projeto teve como foco o trabalho com crianças do 1.º ciclo do ensino público, explorando a relação entre imaginação, experiência sensorial e criatividade.
O texto descreve a estrutura metodológica das oficinas — organizadas em torno de três momentos principais: narrativa e missão, exploração do recreio escolar e regresso à sala de aula para criação — e articula essa prática com contributos teóricos de autores como Bruno Munari, Elliot Eisner e estudos sobre plant blindness. Através da narração de histórias, da observação direta do ambiente e do uso criativo de materiais, as oficinas procuraram criar um espaço alternativo ao quotidiano escolar, estimulando a curiosidade, a atenção ao meio envolvente e a capacidade de estabelecer ligações entre experiência e imaginação.

A partir de uma perspetiva prática e reflexiva, o artigo discute o potencial de práticas artísticas experienciais no contexto da escola pública, defendendo a importância de integrar a arte e o contacto sensorial com o ambiente como formas de nutrir a criatividade e a consciência ecológica desde a infância.

INTRODUÇÃO

Congerminar é um projeto de programação da Fogo Lento – Associação Cultural que articula a apresentação de espetáculos, conversas e oficinas, desenvolvendo uma reflexão ativa sobre o conceito de regeneração. Parte da convicção de que a arte é uma ferramenta essencial para regenerar os ecossistemas ambientais e humanos. Neste contexto, entendo regeneração como reativação da atenção, da relação, do cuidado e da imaginação no contacto com o ambiente. 

Inspirado no sistema de comunicação em rede criado pelo micélio, o projeto procurou, em todas as suas vertentes — metodológicas e de conteúdo — construir ou recuperar pontes e ligações: entre lugares, entre pessoas, com o ambiente.

 

Financiado pelos Apoios a Projetos da DGArtes em 2023, o ciclo “Congerminar” incluiu uma série de oficinas com turmas do 1.º ciclo do ensino público, partindo da premissa de que a regeneração dos ecossistemas humano e ambiental começa pela educação e neste texto, desenvolvo algumas reflexões que surgiram ao longo da atividade “Debaixo dos meus pés” e partilho algumas das metodologias utilizadas.

 

Esta oficina, dedicada a crianças do 1.º ciclo, tinha como objetivo estimular a criatividade, a curiosidade e uma relação experiencial com o meio ambiente, sendo inspirada pela transformação do espaço que habitamos ao longo das estações do ano. Adotei um formato híbrido, que cruza ferramentas das artes performativas com práticas pedagógicas e experiência direta. Criei quatro oficinas, uma para cada estação, que tinham uma estrutura fixa — relacionada com os objetivos prioritários do trabalho (ativação da imaginação, relação experiencial com o ambiente e estímulo da criatividade) — e  uma componente variável, que se transformava de estação para estação e, por vezes, entre diferentes sessões da mesma estação.

As oficinas seguiam a seguinte estrutura:

  • Narrativa e missão
    Contar uma história na qual os alunos são os protagonistas e propor uma missão.
    Foco: imaginação.

     

  • Observação e experiência no recreio
    Exploração do espaço exterior, estimulando a utilização de todos os sentidos (ou quase todos — com cuidado com o sabor!), pôr-se no lugar de Outro.
    Foco: ativação dos sentidos e descoberta.

  • Regresso à sala de aula
    Cruzamento entre imaginação e experiência vivida,  espaço de experimentação e criação.
    Foco: criatividade.

 

A experiência que partilho neste artigo parte do ponto de vista de uma artista que, ao entrar na escola, não ocupa o lugar de professora, mas o de alguém que propõe um desvio temporário do quotidiano, criando condições para a experiência, a escuta e a imaginação. Trata-se de uma experiência que, pelo seu caráter pontual e limitado no tempo, entendo sobretudo como um ponto de partida para a reflexão e para o desenvolvimento de práticas futuras, reconhecendo, no entanto, os seus limites, decorrentes da falta de permanência e de continuidade na relação com o contexto escolar e com os diferentes sujeitos que o constituem.

Apresento de seguida sugestões e reflexões organizadas, a partir das três fases que estruturam as oficinas.

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NARRATIVA E MISSÃO 

Todas as oficinas começavam com uma história. 

Rob Hopkins (2019), no livro From What Is to What If: Unleashing the Power of Imagination to Create the Future We Want, dedica um capítulo à importância de contar histórias. Contar histórias permite chegar a um público amplo, possibilita visualizar e experienciar o que é narrado e constitui uma das formas mais eficazes de desbloquear novas possibilidades.

Estudos de neurociência — como Your Brain on Fiction, de Annie Murphy Paul (2012)— demonstram, aliás, que uma história bem contada ativa áreas do cérebro semelhantes às envolvidas na vivência real daquilo que é descrito.

No contexto escolar, iniciar uma atividade com uma história é essencial para criar um espaço de possibilidades dentro de um lugar marcado por estruturas, regras e modos de funcionamento que, por vezes, não favorecem a criatividade. A narrativa abre uma brecha temporária onde outras formas de pensar e agir se tornam possíveis. 

Procuro assim criar um espaço seguro para o erro e a experimentação. 

Ao longo da narração, as crianças são convidadas a colocar-se no lugar do Outro. Esse Outro pode ser um animal, uma planta ou um “eu” ampliado — por exemplo, um explorador. 

Nestas oficinas, recorremos frequentemente à imagem do explorador para ativar o instinto de descoberta para depois, dependendo dos casos, aplicar novas e mais ousadas transformações, como colocar-se no lugar de um inseto. Inspirada por Bruno Munari (1977) : “a imaginação vê as coisas como poderiam ser; a fantasia vê as coisas que não existem; a criatividade faz algo com isso” — recorro ao seu livro Fantasia, onde o autor propõe exemplos práticos de práticas de imaginação: trocar funções dos objetos, juntar coisas ou partes que normalmente não estão juntas, alterar escalas, posições ou relações. A partir dessas sugestões, estimulo a imaginação das crianças através de jogos simples, como a invenção de animais imaginários a partir da combinação de dois animais reais. Este momento é particularmente importante: funciona como um aquecimento para a mente. 

Com frequência, as primeiras respostas das crianças são emulações de figuras já conhecidas como unicórnios ou personagens de desenhos animados. É preciso algum tempo para que, em vez de repetir referências pré-existentes, comecem a mobilizar a sua própria imaginação, exercitando aquilo que Munari descreve como, a imaginação enquanto capacidade de ver o que poderia ser, e não apenas o que já existe.​

O que considero importante sublinhar neste momento, é que quanto mais conhecemos o mundo, quanto mais atentos somos na observação do que nos rodeia, mais a nossa imaginação é estimulada. Temos assim, mais matéria para brincar, juntar, transformar e criar. É aí que começa a criatividade. A imaginação, neste contexto, não é fuga ao real, mas aprofundamento da relação com ele.

Este momento inicial é fundamental para estabelecer as regras do nosso tempo em conjunto: regras que permitam criar um espaço de desenvolvimento coletivo da criatividade a partir do encontro com o meio ambiente. Essas regras entram, por vezes, em contradição com as regras do quotidiano escolar; por isso, é essencial que estejam integradas numa ficção. 

A ficção permite-nos entrar e sair desse espaço com facilidade, tendo em conta o tempo limitado de trabalho com as crianças.

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OBSERVAÇÃO E EXPERIÊNCIA NO RECREIO

Na segunda fase da oficina, saímos para o recreio. 

Como já referi, um dos objetivos que me levou a criar estas oficinas foi recuperar a ligação com o ambiente que nos rodeia. Para iniciar um caminho de regeneração ambiental, é fundamental, antes de mais, voltar a ver, conhecer e reconhecer a importância dos seres vegetais que habitam o planeta. Desde cedo, as crianças aprendem a identificar e a nomear animais, mas não plantas, que acabam por se tornar parte de uma mancha verde indefinida.

Este fenómeno é conhecido como plant blindness, um viés cognitivo definido por J. H. Wandersee e E. E. Schussler (1999), que descreve a incapacidade de notar a vegetação num determinado ambiente e de reconhecer a sua importância para a biosfera. 

Segundo o biólogo Stefano Mancuso, esta dificuldade está relacionada com o funcionamento do nosso cérebro: tendemos a compreender melhor aquilo que se assemelha a nós. 

Esta situação agrava-se nos dias de hoje, num contexto de crescente desconexão em relação aos mundos animal e vegetal. Foi, aliás, com surpresa que constatei que mesmo crianças de escolas situadas em vilas rurais apresentam um conhecimento muito limitado das plantas e poucos hábitos de brincar na terra.

Acredito na importância de começar pelo que nos rodeia, pelo lugar que habitamos todos os dias, para que o espanto perante a beleza da natureza possa acontecer no recreio da escola, no caminho entre casa e escola, numa varanda ou num vaso dentro da sala — afinal, nem todas as crianças têm um bosque por perto. Por essa razão, uma das atividades comuns a todas as oficinas era um tempo dedicado à observação das plantas que crescem no recreio da escola.

Infelizmente, a maioria dos recreios escolares é quase totalmente pavimentada. Algumas árvores de grande porte oferecem sombra e oxigénio, mas, para além delas — muitas vezes rodeadas de pavimento até muito perto do tronco — existe pouco espaço para outras plantas crescerem, pouca terra para observar. Ainda assim, dezenas de espécies encontram frinchas no cimento, nas paredes, junto ou sobre os troncos das árvores, onde conseguem germinar e crescer.

A maioria destas plantas pertence à grande família das plantas ruderais. 

As plantas ruderais crescem espontaneamente em ambientes perturbados pela atividade humana. Muitas são comestíveis ou desempenham um papel fundamental na regeneração dos solos, pois, com as suas raízes abrem e oxigenam o solo e ao morrerem, devolvem nutrientes preciosos ao terreno.

Felizmente, apesar do cimento, do pavimento, das vedações e dos muros, uma hora não é suficiente para observar, cheirar, tocar, desenhar e descobrir a vida que cresce nos cantos, nas frinchas, nas paredes e nos troncos. As plantas ruderais ensinam-nos sobre resiliência e sobre a importância de cada elemento — por mais pequeno e aparentemente insignificante — dentro de um ecossistema.

Observar a força da natureza que insiste em crescer em todos os cantos, a sua selvajaria perante as tentativas de controlo impostas pelo urbanismo, foi o que fizemos. 

Observamos, tocamos, cheiramos.

As crianças achavam que conheciam bem o seu recreio: brincam ali todos os dias. No entanto, mesmo as brincadeiras são condicionadas pela arquitetura do espaço e pela gestão escolar. A presença de um campo de futebol, a proibição de aceder a zonas “sujas” (ou seja, com terra) e as vedações à volta das árvores parecem contribuir para um afastamento progressivo das crianças em relação à terra. Porquê? A resposta implicaria um discurso aprofundado sobre escolhas políticas e estruturais que não cabe neste texto.

O que considero fundamental sublinhar neste contexto, é que um grupo de crianças pode passar uma hora inteira entusiasmado e atento no pequeno espaço de terra que rodeia o tronco de uma árvore. Nessa hora, as crianças podem adquirir inúmeros conhecimentos que permanecem de forma muito mais marcante na memória, precisamente por terem sido vividos e não ensinados.

Para a maioria das crianças com quem trabalhei, esta experiência foi vivida como uma novidade.

Por isso, considero essencial que este tipo de momento se torne uma prática capaz de contaminar os hábitos escolares. Espero que as oficinas possam ter impacto não só nos alunos, mas também nos professores, sugerindo práticas que possam ser adaptadas a outras disciplinas.

​De que forma estas experiências são inspiradas pelas práticas artísticas?

O meu trabalho parte da prática das artes performativas. É uma prática que requer a ativação de todos os sentidos e o trabalho em sinergia de corpo e mente, além disso é uma prática que procura constantemente cruzar disciplinas e criar ligações. A escuta e a observação do Outro, que pode ser uma planta, uma pessoa, um animal ou até um material, são parte integrante da prática. 

A arte que pratico estimula uma relação sensorial e física com o que nos rodeia — algo que estamos a perder e que não podemos esquecer. A criação de uma relação viva com os materiais, tal como com os corpos, o espaço e as coisas de que o mundo é feito, parafraseando Annie Albers (Black Mountain College), constitui o ponto de partida para a criação de ações performativas. 

É este tipo de relação que procuro partilhar com as crianças nas oficinas e para isso, sirvo-me dos exercícios desenvolvidos por artistas para estimular esta sensibilidade.

No final desta fase da oficina, sentámos-nos no chão do recreio para partilhar as descobertas. 

Sentados no chão, sentimos o ar, o frio, o sol nos olhos. 

A atividade não se limita aos seus objetivos iniciais; desdobra-se e gera novas experiências em todas as suas fases. 

É preciso estar em estado de escuta e acompanhar as possibilidades geradas no momento pelo ambiente ou pelas crianças.

Uma oficina tem muito em comum com um espetáculo. 

O encenador russo Nikolai Karpov (2007), que ensinava um método rigoroso influenciado por Stanislavski e Meyerhold, dizia que, antes de um espetáculo, era necessário preservar sempre cinco por cento de improvisação. A improvisação nasce do encontro com o público, com o momento, com a energia que se instala no espaço.

Cito também o pedagogo e artista Elliot Eisner, que afirma:

 

“Nas artes, os fins podem seguir os meios. Pode-se agir, e o próprio ato pode sugerir fins — fins que não precedem o ato, mas o seguem. Nesse processo, os fins mudam; o trabalho oferece pistas que se passa a perseguir. De certo modo, entrega-se ao que o trabalho em processo sugere. Esse processo de mudança de objetivos enquanto se realiza o trabalho é o que Dewey chamou de “propósito flexível”

 

Numa oficina com crianças, é fundamental permitir que a oficina se transforme a partir dos estímulos que surgem ao longo da mesma.

Quando proponho uma oficina, a escola aceita uma alteração no quotidiano das crianças — e tenho a responsabilidade de honrar essa abertura. Não faz sentido propor uma oficina que se assemelhe a uma aula.

A oficina, tal como um espetáculo, não serve para ensinar uma disciplina, mas para abrir janelas, levantar perguntas, sem oferecer respostas fechadas, mostrando caminhos possíveis às crianças — e, possivelmente, também aos professores. 

Só através de uma escuta atenta do público a oficina se torna matéria fértil, capaz de crescer em conjunto com quem participa.

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REGRESSO À SALA DE AULA: O TEMPO PARA CRIAR

Elliot Eisner (2002), citando o historiador de arte Sir Herbert Read, afirma que o objetivo da educação seria a preparação de artistas:


Queremos dizer indivíduos que desenvolveram ideias, sensibilidades, habilidades e imaginação para criar trabalhos bem proporcionados, habilmente executados e imaginativos, independentemente do domínio em que atuem.

De regresso à sala de aula, cruzamos a experiência vivida no recreio com a imaginação, dando origem a uma nova criação. Para isso, propunha materiais diversos (cartolina colorida, pastéis de óleo, recortes de jornais) e referências visuais ou técnicas (imagens de livros de arte, técnicas de estampagem, escrita ou desenho).

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Todo o artista sabe que o conhecimento dos materiais e a sua escolha são passos fundamentais para um bom resultado. A utilização de pastéis de óleo em vez de lápis, por exemplo, altera imediatamente a abordagem da criança ao desenho. A mudança da cor ou do formato do papel é, muitas vezes, suficiente para abrir novas possibilidades criativas. É importante equilibrar a contenção das propostas com a introdução de novos estímulos. A criatividade é estimulada pelos limites, mas cada proposta exige os materiais certos.  Para estimular as crianças a criar algo que não seja o que estão habituados, é preciso mudar um pouco as ferramentas. 

Uma das principais características do artista, segundo Eisner, é a capacidade de compor relações qualitativas que satisfaçam um determinado propósito. E é precisamente esse o objetivo do momento final da oficina: criar ligações entre as experiências físicas vividas no recreio, as referências propostas pela formadora e a imaginação das crianças, para, através da utilização criativa dos materiais, gerar algo novo — seja um desenho, um conto ou uma dança.

CONCLUSÕES

Este projeto nasceu do desejo de criar, no contexto da escola pública, um espaço para vaguear, observar e dar tempo à experimentação. A maior dificuldade encontrada foi, precisamente, a falta de tempo e de continuidade.

É possível lançar uma semente numa única hora de oficina? Qual é o impacto real deste tipo de experiência na vida das crianças e da escola?
Deixo estas perguntas em aberto, pois serão as crianças e os professores que trabalham diariamente na escola quem melhor poderá refletir sobre elas.

Ainda assim, acredito que as crianças e as escolas são lugares profundamente férteis e que, mesmo quando se trata apenas de uma semente, esta acaba por encontrar caminho para crescer — tal como continuam a crescer as plantas ruderais nos recreios das escolas.

Posso, no entanto, falar do impacto que este projeto teve em mim, enquanto formadora e artista.

Sem dúvida, as oficinas “Debaixo dos meus pés” foram uma oportunidade de aprendizagem ímpar. Permitiram-me compreender melhor as limitações e as potencialidades do contexto escolar público português e perceber como construir propostas que verdadeiramente ecoam nas crianças. 

Geraram ideias para novas oficinas e possibilitaram moldar e aprofundar, ao longo do ano, as diferentes versões desta oficina.

Senti com clareza que este movimento do teatro — o nosso espaço de conforto — em direção à escola é fundamental. Sem abdicar de convidar as crianças ao teatro, uma experiência única e insubstituível, entrar no seu quotidiano com outras ferramentas é, sem dúvida, uma experiência transformadora para todos os envolvidos.

Para ser criativo, uma folha em branco não basta — e ainda menos uma folha com uma figura impressa para colorir. É preciso experienciar o mundo, treinar e experimentar técnicas diferentes, descobrir o que outros artistas fizeram. Costuma dizer-se que as crianças têm uma grande imaginação, e é verdade, mas essa imaginação precisa de ser nutrida, alimentada, exercitada. 

Imaginar é criar ligações inesperadas entre coisas que já existem; se a experiência do mundo é limitada, também o será a capacidade de criar essas ligações — e, com elas, a imaginação e a criatividade.

Se queremos crianças capazes de agir como artistas em tudo o que fazem, capazes de responder aos problemas de forma criativa, é fundamental sair da sala de aula, afastá-las dos ecrãs e proporcionar experiências diretas com a realidade. 

Mesmo que isso implique voltar para casa com as unhas cheias de terra.

Costanza Givone
2026

Referências bibliográficas

Eisner, E. W. (2002). The arts and the creation of mind (2nd ed.). Yale University Press.

Hopkins, R. (2019). From what is to what if: Unleashing the power of imagination to create the future we want. Chelsea Green Publishing.

Munari, B. (1977). Fantasia. Einaudi.

Mancuso, S. (2016). Verde brillante: Una guida alla neurobiologia vegetale. Mondadori.

Paul, A. M. (2012). Your brain on fiction: How stories shape our minds. Harper.

Wandersee, J. H., & Schussler, E. E. (1999). Preventing plant blindness. The American Biology Teacher, 61(2), 82–86. https://doi.org/10.2307/4450626

Karpov, N. (2007). Lezioni di movimento scenico. Titivillus

 

As imagens presentes no artigo foram tiradas ao longo das oficinas nas escolas por professoras e pela formadora C. Givone, excepto as fotos das paginas 8 e 11 que são de João Cruz e foram tiradas no contexto de oficinas no espaço CAMPO, sede da Fogo Lento-associação cultural.

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